top of page
— MOSTRA NACIONAL
SER DESIGNER:
O DESENHO
DE MUITOS
BRASIS
Curadoria Pedro Gallasso · 15 Designers · 5 Regiões Brasileiras
O que significa, afinal, ser designer em um país de dimensões continentais e complexidade profunda como o Brasil? Para além da forma e da função, o design brasileiro contemporâneo manifesta-se como um território de investigação. Ele é o ponto de encontro entre o saber ancestral e a tecnologia de ponta; entre a urgência da sustentabilidade e o rigor da estética.
— DESCUBRA A MOSTRA
Nesta Mostra Nacional, a curadoria propõe um mergulho na pluralidade dessa profissão que não aceita mais ser confinada a um único setor. Ser designer hoje é transitar: é ser estrategista na indústria, artesão na matéria-prima, filósofo na experiência do usuário e mediador de culturas.
Para materializar essa visão, buscamos em cada uma das cinco regiões brasileiras três vozes distintas. São 15 olhares que compõem um mosaico do que somos e do que projetamos para o futuro:
O Rigor e a Memória Afetiva
No Sul, o design se manifesta através de um equilíbrio entre o domínio técnico dos materiais e a tradução de ícones do cotidiano em formas contemporâneas.

Cadeira Matriz

Cadeira Matriz
1/1
Sul
Formabruta
Cadeira Matriz
O design aqui é engenharia po ética. A cadeira Matriz desafia a percepção comum do aço inox — material geralmente associado à frieza e rigidez — entregando uma peça de leveza visual surpreendente. É o designer como mestre da técnica, onde a estrutura é a própria estética.

Papel de Parede

Papel de Parede
1/1
Centro-Oeste
Marcus Camargo
Calendário Ilustrado
O "ser designer" aqui se manifesta na pele das coisas. Marcus foca no design de superfície, mostrando que o pensamento do designer não termina no objeto, mas se estende ao padrão e à textura, ditando o ritmo visual dos ambientes.

Centro de Mesa Bem me Quer

Centro de Mesa Bem me Quer
1/1
Sudeste
Natalia Scarpati
Centro de mesa Bem Me Quer
O design como lapidação. Trabalhar pedras naturais exige uma precisão quase cirúrgica. No "Bem Me Quer", Natalia transforma a densidade mineral em uma delicadeza floral, mostrando o designer como o mediador que revela a beleza oculta na matéria bruta.

Poltrona Pescador

Poltrona Pescador
1/1
Nordeste
Studio Caramés
Poltrona Pescador
O design como estilo de vida. A poltrona Pescador traduz o "sentir-se baiano" em forma de mobiliário: é a estética da pausa, da leveza e do balanço. Um design que convida ao ócio criativo e ao conforto que só o conhecimento vernacular permite.

Marcas Amazônicas

Marcas Amazônicas
1/1
Norte
Franco Montoril
Tapete Marcas Amazônicas
O designer como contador de histórias. Franco utiliza o tapete como uma tela para registrar a iconografia e os grafismos dos povos indígenas, garantindo que o design seja um veículo de preservação cultural para as futuras gerações.

Poltrona Berga

Poltrona Berga
1/1
Sul
Lorenzo Razzera
Poltrona Berga
O design como identidade cultural. Ao buscar na "bergamota" a inspiração para a poltrona Berga, Lorrenzo transporta um símbolo do Sul para o mobiliário. É a prova de que o design pode ser lúdico, orgânico e profundamente conectado às memórias sensoriais de um território.

Azulejaria Painel Passamani

Azulejaria Painel Passamani
1/1
Centro-Oeste
Wilson Romão
Série Painel Passamani
Romão prova que o design atinge a escala da arquitetura. Através da azulejaria, ele transforma a repetição em arte geométrica, ocupando o espaço com uma precisão que remete à tradição modernista da região, mas com um frescor contemporâneo.

Cadeira Pente

Cadeira Pente
1/1
Sudeste
Philipe Fonseca
Cadeira Pente
Design como ato político e de pertencimento. A Cadeira Pente não é apenas um assento; é uma ferramenta de resistência e afirmação da identidade negra. Philipe usa o design para dar voz e corpo a vivências, confrontando o racismo estrutural através da excelência da forma.

Estante Cedro

Estante Cedro
1/1
Nordeste
Erico Gondim
Estante Cedro
Aqui, o designer atua como um agente de transformação sistêmica e regeneração. Erico prova que a sustentabilidade no design vai muito além da reciclagem convencional; ela reside na inteligência de converter resíduos operacionais do setor de saneamento em objetos de desejo.

Cadeira Rio Negro e Solimões

Cadeira Rio Negro e Solimões
1/1
Norte
Dimitri Buriti
Cadeira Rio Negro e Solimões
O design como geografia. A peça de Dimitri não apenas homenageia o encontro das águas, mas traduz em geometria e tons a fluidez dos rios amazônicos. É o design que respeita o fluxo da natureza e o transforma em conforto ergonômico.

Vaso Mão Equilíbrio

Vaso Mão Equilíbrio
1/1
Centro-Oeste
Fabiana Queiroga
Vaso Mão Equilíbrio
Design como provocação filosófica. O Vaso Mão Equilíbrio caminha sobre a linha tênue entre a arte e o design. Fabiana utiliza o objeto para discutir dualidades, provando que o designer também é um pensador visual que questiona a funcionalidade através do conceito.

Poltrona Tori

Poltrona Tori
1/1
Sudeste
Bruno Niz
Poltrona Tori
A síntese da metrópole. A poltrona Tori carrega a pluralidade de São Paulo — a mistura de referências, o cosmopolitismo e a sofisticação urbana — projetando para o Brasil um design que é, ao mesmo tempo, autoral e industrialmente impecável.

Das Tripas Coração

Das Tripas Coração
1/1
Nordeste
Casa de Marimbondo
Escultura Das Tripas Coração
O design visceral. Ao trabalhar com materiais naturais de forma tão crua e poética, a escultura provoca o espectador. É o design que toca o sensível, que usa o orgânico para falar de sentimentos humanos universais.

Luminária Broto

Luminária Broto
1/1
Norte
Igor Lima
Luminária Broto
O designer como porta-voz do território. Igor traz para a mostra o saber do Acre, mostrando que o potencial do design na região Norte reside na união entre o conhecimento artesanal e o refinamento estético, elevando o potencial produtivo local ao cenário nacional.
Esta exposição não busca definir o design brasileiro, mas sim celebrar sua natureza transversal. Ao reunir diferentes matérias-primas, da fibra à realidade virtual, da madeira de manejo ao resíduo industrial, revelamos que o "ser designer" no Brasil é, acima de tudo, um ato de resistência criativa e de adaptação constante.
Convidamos você a percorrer estes territórios. Não apenas para ver objetos, mas para compreender as experiências e os processos de quem desenha a nossa realidade.
bottom of page















